Este filme retrata a vida de Susan M. Wiley, Genie como veio a ser conhecida, que foi encontrada pelas autoridades americanas, com cerca de 13 anos de idade, enclausurada num quarto, amarrada à cama por arames e de dia presa numa cadeirinha de bebé, sem qualquer tipo de contacto linguístico, social ou emocional. Este isolamento provocado pelo pai, que se mostrou como sendo uma pessoa depressiva e que apresentava um desequilíbrio mental numa avaliação psicológica, após um diagnóstico médico que revelou ao mesmo que Genie poderia possuír um atraso mental. Este acto de isolamento foi aceite pela mãe que era parcialmente cega devido a uma catarata e a um deslocamento de retina.

Quando Genie foi descoberta obteve num teste de conhecimento um desempenho equivalente a uma criança de 15 meses, conseguindo apenas pronunciar entre 15 a 20 expressões todas elas de carácter negativo, tal como “stop” e “no more”.

Genie foi então sujeita a uma investigação com o objectivo de comprovar a existência de um período para a aprendizagem da língua. Passando por várias famílias adoptivas, sendo até mal tratada fisicamente em várias delas, a mais marcante foi a família Rigler, onde conseguiu demonstrar um maior número de progressos; houve também uma família em que Genie foi severamente punida por vomitar, ganhando então medo de abrir a boca até para falar.

A primeira equipa de investigação não teve mais notícias de Genie até ser processada pela mãe desta por abuso de testes, chegando a considerar que a equipa colocava os testes acima do bem-estar da criança.

Com todos estes dados podemos referir que esta investigação foi muito inconclusiva, pois devido a tantos maus tratos e a tantos recuos e avanços por parte da Genie, ficamos sem saber se o seu atraso mental seria devido ao tempo em cativeiro ou em relação a um atraso mental de nascença. Na minha opinião, a nível ético esta investigação poderá não ter um carácter de abuso, pois a equipa de investigação, segundo o filme, tudo fez por tratar bem a sua paciente e por ajudá-la a aprender algo, que a sua infância e os seus pais a deviam ter ensinado. Penso também que em relação ao processo que a mãe levantou contra a equipa, que um qualquer tribunal que fosse avaliar este caso, dificilmente poderia enveredar no sentido de razão da mãe, pois ela também foi uma das causas para a situação actual da Genie. Nunca a tendo amado se quer, e também querendo agora criar a ilusão de “mãe” que nunca foi perante o mundo que nunca a viu.

Este vídeo pode ser visto no Youtube para quem estiver interessado.

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